Os acidentes de trabalho registrados cresceram 35,7% em Santo André, São Bernardo, São Caetano e Diadema em 2011 em relação ao ano de 2010. Número de ocorrências subiu de 5.185 para 7.037, segundo as prefeituras das quatro cidades.

São Bernardo foi o município que registrou maior aumento no número de casos. Na cidade com o maior polo industrial da região, houve elevação de 51,6%. Em 2010, 3.627 casos foram registrados, contra 5.497 acidentes no ano passado.

Segundo a chefe de divisão da saúde do trabalho e meio ambiente do Cerest (Centro de Referência em Saúde do Trabalhador) de São Bernardo, Andreia Garbin, a rede adotou uma nova estratégia de notificações dos casos nas unidades de serviço de urgência e emergência e hospitais das redes pública e privada do município.

Com isso, a entidade, que recebia a comunicação dos acidentes pelos sindicatos e pelo INSS, passou a criar um fluxo com as unidades 24h da cidade, com dados mais precisos. "Não dá para afirmar que houve um aumento, mas um aprimoramento das notificações. Antes, alguns casos não eram registrados no Cerest", afirmou Andreia.

Santo André e São Caetano também seguiram o fluxo de aumento nos acidentes de trabalho. A primeira cidade registrou 363 casos em 2010, com 382 no ano seguinte. Já a segunda teve 136 registros há dois anos, com 159 em 2011. O único município dos quatro que reduziu o número de ocorrências foi Diadema, que em 2010 teve 1.059 casos e passou para 999 no ano seguinte, contabilizando uma diminuição de cerca de 6%.

Causas

O número de acidentes de trabalho cresceu, mas os causadores são sempre os mesmos. Trabalhadores de produção, operadores de máquinas, ajudantes, mecânicos e motoristas sempre aparecem na lista de cargos com os maiores índices de tragédias. Em São Bernardo, por exemplo, no último ano, dos 5.497 casos registrados, 746 foram de ajudantes e 512 de auxiliares.

Se as causas se repetem, os setores com o maior número de casos também não fogem à regra. Construção civil, metalúrgica, atividades em serviços de saúde e indústria moveleira aparecem no topo da lista. Além disso, queda e impactos causados por outros objetos, excesso de movimentos vigorosos e repetitivos e esmagamento ou agravos relacionados às máquinas colaboram para o aumentos dos casos no ABCD.

De olho

Para tentar reduzir o número de acidentes de trabalho e pensar na saúde do trabalhador, alguns sindicatos agem dentro das empresas para garantir a segurança dos empregados. O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, por exemplo, possui comissões de fábrica com iniciativas específicas para cada categoria.

Fonte: Diário de S. Paulo

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